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Bom cenário para quem quer trabalhar na área fiscal

JB Carreiras, JB Online

 

REDAÇÃO - Para quem opta pela área contábil, o panorama é otimista. Com taxa zero de desemprego e salários atrativos, o segmento tem reagido bem ao momento de turbulência financeira. Nos primeiros seis meses de 2009, a indústria paulista fechou mais de 54 mil postos de trabalho, uma queda de 2,41% no nível de emprego na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com a Fiesp. Em número de vagas, é o maior corte semestral desde que a pesquisa começou a ser realizada, em 2005.

 

Por causa da crise mundial e das incertezas em relação às contratações, notícias pessimistas têm se repetido nos últimos meses e assombrado desempregados e jovens prestes a ingressar no mercado de trabalho.

 

– Se além da graduação, o candidato se especializar em escrita fiscal, as chances de uma colocação tão almejada aumentam muitíssimo – constata Manuel Liebana Torres Sobrinho, presidente do Sindicato dos Contabilistas de São José do Rio Preto (SindCont-SJRP). De acordo com a consultoria empresarial Millenium RH, o salário mensal de um analista fiscal varia entre

 

R$ 1.754,00 e R$ 4.884,00.

 

O analista fiscal é responsável pela escrita fiscal, ou seja, pelo lançamento de registros de notas fiscais, apuração e declaração de impostos, atendimento às fiscalizações em todos os âmbitos, organização e classificação de documentos contábeis, entre outras atribuições.

 

Mario Hessel, diretor-executivo da Contmatic Phoenix, desenvolvedora de softwares contábeis, explica que as várias mudanças tributárias realizadas anualmente exigem do profissional de escrita fiscal atualização constante.

 

– A dinâmica dos impostos brasileiros exige atenção total à correta emissão das notas fiscais, especialmente, em relação à escrituração dos livros fiscais, dentro do prazo e em conformidade total com a legislação vigente. Por isso, quem faz a escolha por esse segmento das ciências contábeis tem de conhecer muito sobre direito tributário – revela Hessel.

 

Grande responsabilidade

 

Para o presidente do Sindcont-SJRP, ao contratar um profissional de escrita fiscal, a empresa espera que ele apresente todos os elementos necessários para a tomada de decisão sobre custos decorrentes de obrigações fiscais, reflexos das operações nesses custos e capacidade de elucidação de dúvidas sobre a legislação aplicável.

 

– Um bom analista fiscal deve entender com perfeição as normas legais vigentes, para possibilitar a antecipação dos efeitos delas nos negócios dos clientes – afirma.

 

De acordo com os especialistas, versatilidade é a chave para crescer na área de escrita fiscal. O ideal é que o profissional deve desenvolver habilidades como capacidade de interpretação, facilidade de comunicação com diversos públicos, disponibilidade para estudar e aprender, agilidade na busca de soluções e conhecimento dos negócios dos clientes.

 

Absorção de mão-de-obra

 

Para Marcia Ruiz Alcazar, do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRC SP) e coordenadora da Comissão CRC SP Jovem, entidade que reúne 112 mil contabilistas e mais de 18 mil empresas de serviços contábeis, acredita que sempre há novas oportunidades surgindo no mercado.

 

– Há ampla oferta de trabalho aos quase 400 mil contabilistas brasileiros, uma vez que o país possui 5 milhões de empresas – analisa.

 

Para o mestre e doutor em contabilidade e professor titular do departamento de Contabilidade e Atuária da FEA/USP, José Carlos Marion, a contabilidade é a profissão do terceiro milênio, com excelentes perspectivas profissionais.

 

– É um segmento com taxa de desemprego zero. O profissional pode escolher entre mais de 30 especializações, entre elas, as de auditor, perito, consultor, investigador de fraudes contábeis, controller, analista financeiro, professor, pesquisador, planejador tributário e contador internacional. E não existe preconceito com relação à idade do profissional nessa profissão, ao contrário de outros setores que descartam colaboradores com mais de 45 anos – avalia.

 

Uma pesquisa realizada mensalmente pela Ricardo Xavier Recursos Humanos mostra que nos últimos 18 meses, os profissionais da área contábil ocupam o terceiro lugar no ranking dos mais procurados no mercado de trabalho, atrás apenas de engenheiros e administradores de empresas.

 

Fonte:http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/08/19/e190822832.asp