Notícias
- 2.9.2010 - CVM edita Instrução CVM nº 485/10
- 2.9.2010 - Reforma tributária deve voltar à pauta em 2011
- 2.9.2010 - Contabilidade sem disfarce em vez de contas criativas
- 2.9.2010 - MÃdias Sociais: onde estão as empresas contábeis?
- 1.9.2010 - Prazo para entrega da declaração do ITR vai até 30 de setembro
- 1.9.2010 - Receita deve liberar quarta-feira consulta a mais um lote de restituições do IRPF 2010
- 1.9.2010 - Contabilidade dos governos muda e ativo ganha espaço
- 31.8.2010 - Projeto estabelece prazos de aviso prévio segundo o tempo de serviço
- 30.8.2010 - Sescap recomenda mais rigor a contadores
- 30.8.2010 - Tributos pagos pelos brasileiros no ano chegam a R$ 800 bilhões
Cursos e Palestras - CEAD
Retenções na Fonte (PIS,COFINS, CSLL, IRRF, ISSQN E INSS- P.J)
De: 30/08/2010 a 02/09/2010
Horário: 18:00 às 22:30
Instrutor: Erika Morais
São Paulo - SP
Saiba mais...
Relações Interpessoais no Trabalho
Data: 28/08/2010
Horário: 09:00 às 13:00
Instrutor: Rosana Spinelli
São Paulo - SP
Saiba mais...
Cálculos da Folha de Pagamento e Apuração dos Encargos Trabalhistas da Empresa
De: 23/08/2010 a 26/08/2010
Horário: 19:00 às 22:00
Instrutor: Daniela Paschoal
São Paulo - SP
Saiba mais...
Acontece
Governo quer dar à Receita poder de juiz e de polÃcia sobre os contribuintes
Após dez meses em hibernação na Câmara, os deputados vão começar a discutir nas próximas semanas um pacote tributário enviado pelo governo que promove uma verdadeiro cerco aos contribuintes. No meio dos artigos para criar novos mecanismos de cobrança das dívidas ativas e penhora de bens, a Fazenda quer que seus fiscais ganhem poderes de polícia, sem autorização judicial. Os fiscais podem quebrar sigilo, penhorar Bens e até arrombar portas de empresas e casas sem autorização prévia do Judiciário.
O pacote cria um sistema de investigação com acesso a todos os dados financeiros e cadastros patrimoniais dos cidadãos. A nova sistemática de cobrança valerá tanto para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, órgão responsável pela gestão da dívida ativa da União, quanto para as similares nos Estados e municípios. No limite, a penhora poderá ser aplicada contra uma grande empresa ou contra um contribuinte-pessoa física que tenha deixado de pagar o IPTU ou o IPVA. Na prática, um oficial da Fazenda, mesmo sem autorização de um juiz, pode arrestar uma casa ou um carro para quitar uma dívida tributária com o município.
As três propostas foram enviadas em abril do ano passado, mas só agora começaram a ter tramitação efetiva - no mês passado foi criada a comissão especial da dívida ativa. O deputado Jurandil Juarez (PMDB-AP), que preside a comissão, pretende organizar ao longo dos próximos meses audiências públicas para discutir as propostas. O deputado João Paulo Cunha (PT-SP) será o relator das matérias.
A retomada das discussões não passou despercebida por entidades empresariais, tributaristas e pela seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que classificou as medidas como abusivas e inconstitucionais. O Planalto alega que as propostas são "indispensáveis" à "modernização" da administração fiscal e diz que está garantido aos contribuintes o princípio da "ampla defesa".
A OAB-SP, entretanto, entende de outra forma. "O conjunto de proposições choca pela forma contundente com que se pretende transferir, sem a intermediação salutar e constitucionalmente determinada do Poder Judiciário, e sem o devido processo legal, patrimônio jurídico dos particulares", afirmou a entidade em parecer entregue no mês passado ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), logo após a criação de uma comissão especial para discutir três dos quatro projetos de lei.
Anteontem, o advogado-geral da União, Luis Adams, defendeu o pacote de vigilância fiscal no Conselho Federal da OAB. Adams disse aos advogados que as medidas são de interesse do Estado, e não do governo, pois ajudam a defender a Sociedade dos sonegadores. As medidas, afirmou, ampliam o poder de fiscalização do Estado. Ele admitiu que a pressão administrativa da Fazenda e da Receita vão ajudar o contribuinte a ficar mais em dia com o Fisco.
Para o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, o pacote tem "viés autoritário" e "joga no lixo a presunção da inocência que vale para todo o cidadão, tenha ou não problemas com a Receita". As medidas, acrescentou, "só são boas para o governo, que quer chegar o mais rapidamente possível ao bolso do contribuinte, mesmo que à custa da quebra de todos os paradigmas do processo tributário".
Fonte: O Estado de São Paulo






Siga-nos no Twitter
Telefones